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Lancamento Cartografia
Cartografia, de Minês Castanheira e Raquel Patriarca
Apresentação por Marta Bernardes
Lancamento Cartografia

No Dia Mundial da Poesia, Marta Bernardes apresenta a obra "Cartografia, de Minês Castanheira e Raquel Patriarca.


"Durante dois anos, Minês Castanheira (M.C.) e Raquel Patriarca (R.P.) partilharam uma correspondência feita de cartas-poemas, trocadas a um ritmo só delas, como cúmplices irmãs de letras, ciosas de uma sororidade intensa e subtil. Habituadas a partilhar o palco, inventaram-se enquanto personagens: duas figuras femininas num cenário de árvores (“nem todas de pé”) e mar ao fundo (“cais de partida, espera e eventual regresso”), duas mulheres “que se leem e se escutam, que se questionam e se amparam com versos." — José Mário Silva no Expresso


Sei que me vês.
Há palavras noturnas.
Há o sabê-las e o receio de
escrevê-las.
A lua no balde, inútil e
silenciosa, quase parece
só a lua.

[Minês Castanheira]


Dizes: escuta. Penso: algo inteiramente meu.
Espero sozinha sobre o abismo para onde a lua
do balde se atira, enquanto o primeiro acorde
da noite me rouba a última mentira.

[Raquel Patriarca]

21
Mar
2025
2025-03-21T21:30:30Z
2025-03-21T15:30:01Z
Galeria da Biodiversidade da U. Porto
21:30

+Cal

Free

R. do Campo Alegre, 1191
Free
Talk
Literature

No Dia Mundial da Poesia, Marta Bernardes apresenta a obra "Cartografia, de Minês Castanheira e Raquel Patriarca.


"Durante dois anos, Minês Castanheira (M.C.) e Raquel Patriarca (R.P.) partilharam uma correspondência feita de cartas-poemas, trocadas a um ritmo só delas, como cúmplices irmãs de letras, ciosas de uma sororidade intensa e subtil. Habituadas a partilhar o palco, inventaram-se enquanto personagens: duas figuras femininas num cenário de árvores (“nem todas de pé”) e mar ao fundo (“cais de partida, espera e eventual regresso”), duas mulheres “que se leem e se escutam, que se questionam e se amparam com versos." — José Mário Silva no Expresso


Sei que me vês.
Há palavras noturnas.
Há o sabê-las e o receio de
escrevê-las.
A lua no balde, inútil e
silenciosa, quase parece
só a lua.

[Minês Castanheira]


Dizes: escuta. Penso: algo inteiramente meu.
Espero sozinha sobre o abismo para onde a lua
do balde se atira, enquanto o primeiro acorde
da noite me rouba a última mentira.

[Raquel Patriarca]

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